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Cover of How much land does a man need?

The Commons · Book by Лев Толстой

How much land does a man need?

Publication date
1986
Publisher
Padrões Culturais
Pages
743
Edition
1
ISBN
9789898160973
Language
eng

About the book

Desde cedo Tolstoi teve a noção de que o destino do homem consiste em aperfeiçoar-se, sendo mais compreensivo e fraternal. O grande sentido da sua vida era de amar os homens, mas como era bastante observador, reparava nos defeitos ridículos e nas grandes misérias do homem comum. É este drama de Tolstoi que faz a sua grandeza, e em toda a sua obra e na sua vida ele batalhou contra a intolerância, o desprezo, e contra os revolucionários que não tinham a menor vibração de generosidade e de amor; definiu como inimigos da felicidade comum os literatos para quem a arte vale mais do que o homem, incluindo os sábios que se fecham, por comodidade e egoísmo, nos seus casulos científicos. O presente texto faz parte de um ciclo de histórias populares, de onde ressoa a voz eterna do povo e se move o alto desígnio de educação dos homens. O drama de Pahóm, personagem principal deste conto, é-nos apresentado com toda a simplicidade e dureza, com base no poder corruptor, das nossas naturezas vulgares, da propriedade e da riqueza, exemplificado nos seguintes excertos deste conto: «– Não trocaria a minha vida pela vossa; é certo que vivemos com alguma rudeza, mas, pelo menos, não estamos sempre ansiosos; vocês vivem com mais conforto e mais inteligência, mas ganham muitas vezes mais do que precisam e estão sempre em riscos de perder tudo. E não precisamos de nos curvar diante de ninguém: vocês na cidade, vivem rodeados de tentações; hoje tudo corre bem, mas amanhã o diabo pode tentar o teu marido com a bebida, o jogo ou as mulheres – e lá se vai tudo. (...) Mas o diabo tinha estado sentado num recanto da lareira e tinha ouvido tudo; ficara contentíssimo quando vira que a mulher do camponês arrastara o marido para a gabarolice e quando percebera que o homem pensava que, se tivesse terra à vontade, não temeria o diabo. – "Muito bem! – pensou o diabo. Vamos lutar um com o outro; dou-te toda a terra que quiseres e há-de ser por essa terra que te hei-de apanhar."»